segunda-feira, 9 de março de 2015

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Qual a Relação Entre a Ação de Deus e a Ação do Homem no Novo Nascimento?

Texto: 1Pe.1:22-23

Introdução
Em 2008 fiz uma viagem com minha família de SP para a BA e PE. Faltando uns quinze quilômetros para chegar à casa dos meus pais, o carro deu problema, justamente num período chuvoso, em um trecho de bastante lama. Com muita luta chegamos ao nosso destino.
Depois de levar o carro ao mecânico, fui informado de que o “sensor map”, cuja função era coordenar o sinal para que o motor tivesse força, estava com defeito. Segundo o profissional, a dita peça foi danificada pela água; e sem ela era impossível o carro ter força. Troquei a peça e segui viagem.
Esta pobre história ilustra a “relação entre a ação de Deus e a do homem no acontecimento do novo nascimento”. A Bíblia coloca a responsabilidade do homem e a Soberania divina como uma “estrada de mão dupla”. Porém, precisamos tomar cuidado, porque há uma “linha tênue/sutil”, e nós podemos pender de mais tanto para um lado como para o outro.
O que podemos dizer de antemão, é que Deus nos elegeu antes da fundação do mundo (1Pe.1:2), providenciando todos os recursos para que pudéssemos manifestar fé nEle, por meio de Jesus Cristo (At.16:14; 1Pe.1:18-21; Rm.10:9,13,17). Então, diante da providência divina para salvar o pecador e a responsabilidade deste, como que podemos entender a ação de cada parte? Demos uma olhada na Bíblia e entendamos como isso se dá.

I. Tudo Começa Com Deus (v.23)
A.    Uma pessoa ligada a mim tem a tendência de querer me ajudar, além da sua força. Eu diga a ela, quando está me ajudando com peso: divida comigo, pois é muito peso para você. Mas ela insiste na sua coragem e disposição.
B.   Algo semelhante acontece com muita gente, no que se refere a entender a força motriz da sua salvação. nessas pessoas, certa dose de sentimento de inferioridade, em se declarar totalmente dependente da ação divina. Mas nesse texto, Pedro revela duas ações divinas, as quais o definem como o começo de tudo.
1.     Ele é a Causa Decisiva. A ideia aqui, a partir do original, é, que, por meio do instrumento “Palavra”, Deus inicia com efeito duradouro, o trabalho de regeneração naqueles que estão sendo salvos. O verbo “fostes” ou “tendo sido”, elimina qualquer decisão inicial do próprio homem. Deus é tão somente o causador da salvação.
2.     Ele Usa a Palavra Como Instrumento. Como já apontado, a segunda ação divina, que estabelece Deus como o iniciador de tudo, é o instrumento do qual Ele se vale- a Palavra. Não há nada na Bíblia que mostre Deus usando outro meio que não seja a sua Palavra (cf.Tg.1:18). A Bíblia fala de vários exemplos de pessoas que foram salvas mediante o ouvir a Palavra:
a)     Os ouvintes de Pedro (At.2:37); b) O eunuco (At.8:26-38); c) Lídia (At.16:14); d) O Carcereiro (At.16:32).
C.   Aplicação
1.     Nada neste mundo é obra do acaso ou do naturalismo. E se tratando da salvação de um pecador, mais ainda. Se há possibilidade de alguém ser salvo, só é possível porque Deus iniciou e percorre todo o trajeto que proporciona salvação ao homem (Ef.2:8-10). Brade/ vocifere/ pronuncie/ grite do mais profundo do seu coração em gratidão a Deus, se você já foi alcançado por Ele.
2.     Se há uma verdade neste mundo é o fato que entregues a nós mesmos, não seriamos capazes de nos achegar a Deus. Um morto não consegue produzir oxigênio para si mesmo. Deus é o único que providencia o cilindro com oxigênio suficiente para alguém ter respiração.
Eis aqui a descrição da ação divina, que proporciona o novo nascimento. Tudo Começa Com Deus.

II. O Homem é Responsável (v.22)
A.   Ao longo da história da igreja, houve sempre uma disputa neste aspecto. Uns acham que Deus faz tudo; outros acham que o homem é quem decide no final de tudo. À luz da Bíblia podemos dizer que o que acontece na relação da ação divina e a humana no novo nascimento, é que “Deus é a causa da ação humana”. Em outras palavras: o homem não decide, mas faz parte do processo.
B.   John Piper ilustrou esse principio com a relação que há entre o fogo e o calor ou entre o fogo e a luz (Finalmente Vivos, p.101) Ninguém diz que a luz ou o calor provocam o fogo, mas o contrário. Pois bem, Pedro ao tratar da ação humana, deixou claro, em que consiste a ação do individuo diante de tudo que Deus proporciona para salvá-lo. Vejamos!
1.     Por Obedecer (v.22). Na cabeça de Pedro não há possibilidade de alguém ser salvo simplesmente pela simpatia ao evangelho. O pacote salvífico divino, providenciado por Deus, requer uma resposta por parte do homem, que nada mais é do que obedecer. Essa é a lógica no argumento de Pedro. Deus move o céu, e ao homem cabe ouvir a voz divina e sair do túmulo, em obediência. Observe mais uma vez que é obediência à verdade, referindo-se a Palavra de Deus.
2.     Por Manifestar Fé (v.21). Observamos aqui que a ação do homem que começa com a obediência, deve levá-lo a fé em Deus, por meio de Cristo, destacado nos (v.19-20). A fé que Deus requer do homem é mais do que mero assentimento/ concordância; é uma entrega total do homem ao seu Salvador.
3.     Como disse o autor da carta aos hebreus: “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb.11:6). Assentimento vazio, até Satanás manifesta, pois afirma Tiago: “Até os demônios crêem e tremem” (Tg.2:19). A fé por meio da qual Pedro diz que seus leitores foram salvos é vista nas suas atitudes (1:13-15,22).
C.   Ilustração
Li esta semana uma postagem em que alguém ao receber a notícia de crianças sendo mortas por sua fé, pedia misericórdia a Deus por elas
D.   Aplicação
1.     Eu entendo o pedido daquela pessoa, e oro pelo mesmo. Mas ao comparar a postura daquela gente perseguinda, dentre elas, muitas crianças, morrendo por sua fé no Salvador; sou ao mesmo tempo constrangido pela a minha fé barata e de tantos outros neste século, num país onde temos tanta liberdade.
2.     O evangelho está tão barateado, que alguns são capazes de reconhecer seus animais de estimação como crentes. Mas o conceito do cristianismo é outro. Muitos, se é que em algum momento de suas vidas enxergaram o caminho lamacento do pecado, que os levaria para o inferno, hoje já não dá mais importância a isso. Sua fé é oca, e é colocada neles mesmos ou em outros.
3.     John Piper ao falar desse texto, nos encoraja a pensarmos em quatro questões:
a.     Devemos crer para sermos salvos;
b.     Entregue a nós mesmos, não cremos;
c.      O Deus gracioso é a causa decisiva da fé;
d.     E conforme (Pe.1:22) nenhum aspecto da vida deixa de ser afetado pelo o novo nascimento.
Conclusão
Pergunto: Qual é a relação entre a ação do homem e a ação divina no novo nascimento?

I. Tudo começa com Deus
1.     Ele é a Causa decisiva
2.     Ele Usa a Palavra como instrumento

II. O homem é responsável
1.     Por Obedecer
2.     Por manifestar

Pense nisso!

segunda-feira, 2 de março de 2015



Como Deus Opera O Novo Nascimento?

Texto: Tito 3:1-8
Introdução
Em resposta a pergunta: “Como Acontece o Novo Nascimento?” Ou “O Que Possibilita o Novo Nascimento?”, mostramos que isso se dar por três razões: O Preço foi pago; Cristo Ressuscitou e; Há um chamado para uma corrida santa (1Pe.1:13-25).
Mas para alguém entender a grandeza desses benefícios, Deus se propõe mostrar de que forma Ele se manifesta ao pecador. Resumidamente já podemos dizer que nada vem do homem, mas de Deus. O estado do homem sem Cristo é crítico, mas o Senhor teve misericórdia dele (v.4 [cf. Ef.2:4]).
Diante disso, a pergunta: “Como Deus Opera o Novo Nascimento?”, requer que voltemos ao histórico do homem caído. Dando instrução aos crentes de Creta, por intermédio de Timóteo, Paulo fez questão de, após desafiá-los a obedecerem às autoridades (v.1-2), chamar a atenção deles para o que foram antes de conhecerem a Cristo (v.3 [cf.Ef.2:1-3]). Como disse John Piper, “esses males são morais, não físicos” (Finalmente vivos, p.90).
Portanto, compreender a maneira de “Como Deus Opera o Novo Nascimento”, é mergulhar nas águas do favor divino para com o pecador. Entendendo isso, convido você para aprendermos a partir das Escrituras a operação divina para restar o pecador. Vejamos como isso se dar e a tranqüilidade que isso traz ao pecador.

I. Pela Sua Benignidade v.4
se manifestou a benignidade de Deus
A.   A expressão “quando”, contrasta o antigo sistema vivido sem Cristo com a manifestação do favor divino ao pecador, resgatando-o da perdição. Dessa forma, a expressão coloca sobre Deus a responsabilidade pelo que acontece ao pecador. A bondade de Deus é a causa do resgate do homem perdido, feito pelo Ser divino, em Cristo.
B.   Paulo usou essa expressão em (Ef.2:7) dizendo: “para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”, Parece que a ideia é destacar a grandiosidade da bondade divina para com o pecador.
C.   Além disso, é interessante observar que, a bondade de Deus não foi dispensada para o homem continuar mergulhado no seu pecado, mas para salvá-lo, pois Paulo qualifica Deus como “nosso Salvador”. Por ser Deus o “salvador”, o homem perdido passa a existir como nova criatura. Daí vale à pena ouvir o que disse John Piper, “Que a sua existência como cristão lhe diga a cada hora, a cada dia: Deus é bondoso para você” (p.93).
D.   Aplicação
1.     John Piper disse que, “quanto maior o seu conceito a respeito de Deus, tanto mais surpreendente será a bondade de Deus(p.93). Conhecer cada vez mais o Deus que tem nos amado em Seu Filho Jesus Cristo, mas seremos gratos por tamanha salvação.
2.     Voltemos dia após dia a passagens como essa, meditemos nelas, e permitamos que o Espírito Santo nos encha da sua alegria. Que mais do que a alegria produzida pelo nosso time, trabalho, estudos, sonhos alcançados, hobbys, etc, a que vem do Senhor seja a mais cortejada.
3.     E você que ainda não tem provas evidentes de que nasceu de novo, pode clamar ao Senhor para fazer essa obra em sua vida; feita unicamente por sua bondade. Não perca tempo; amanhã pode ser muito tarde. Hoje é o dia aceitável do Senhor.
Eis aqui a primeira forma de “Como Deus Opera o Novo Nascimento”. Pela Sua Bondade.
Nada de nós, tudo de Deus. A Ele a glória!

II. Pela Sua Inclinação Pelo Pecador v.4
o seu amor para com todos
A.   Essa fase é a tradução do termo grego “filantrqwpia”, de onde vem a nossa palavra filantropia. No original esse termo significa “amor à humanidade”. A ideia é a de que “o coração de Deus se inclina a fazer o bem à humanidade” (John Piper, p.93).
B.   Segundo John Piper, esse termo só aparece aqui em todo o Novo Testamento (p.93), indicando assim, a tarefa de “Deus se inclinando à humanidade”.  É por causa da inclinação de Deus para como o pecador que alguém pode ser alcançada por Ele.
C.   Essa filantropia divina levou Deus a se manifestar ao pecador, na pessoa de um salvador (v.4,6). Não foi apenas um interesse de boa vontade, mas a atitude de dar pelo pecador um substituto- Cristo Jesus. Paulo chama essa sua palavra de fiel (v.8a). Por ser isso verdadeiro, ele instrui Timóteo a que “faças afirmação, confiadamente” (v.8), por causa do proveito que trás aos homens (v.8b).
D.   Aplicação
1.     Queridos, o homem que ouve a mensagem do evangelho, não pode deixar de entender que só é possível ele se achegar a Deus porque Deus se achega a ele. De forma diferente, podemos dizer: é a inclinação divina que possibilita o novo nascimento.
2.     Além disso, percebam que, se Deus se inclina ao pecador, por meio de Cristo, nós como servos dEle, devemos viver Cristo de forma que as pessoas vejam Cristo em nós. O texto de (Cl.4:5) apresenta exatamente esse desafio, ao dizer: “portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades”.
3.     Que as pessoas vejam Deus se inclinando para elas, através do nosso viver. Que o nosso vizinho, colega de trabalho, familiares, em fim, os que vivam ao nosso redor conheçam a inclinação de Deus por elas, pelo nosso testemunho.
Está aqui a segunda forma de “Como Deus Opera o Novo Nascimento. Pela sua Inclinação pelo pecador.

III. Pela Sua Misericórdia v.5
segundo sua muita misericórdia
A.   Uma ex-freira que se tornou serva de Cristo quando entendeu o evangelho do Senhor, afirmou que no sistema católico, a opressão é tamanha que, no caso das freiras, e em particular em seu caso “a ênfase era colocado sobre o negar a si mesmo e a sujeição... à pessoa que era responsável” por elas (A verdade no liberta, p.83). Somando a isso afirmou aquela senhora:
o catolicismo afirma que não somos justificados exclusivamente pela fé em Cristo, mas pela fé que se tornou ativa por meio das boas obas” (p.88).
B.   Porém, quando comparamos esse falso ensino com as Escrituras, fica estampada a disparidade entre as duas afirmações. Paulo fez questão de ressaltar que a “benignidade” e a “inclinação” divina pelo pecador não se dão por boas ou más obras, mas pela misericórdia divina.
C.   O nosso estado era tão terrível, que se Deus resolvesse nos deixar a míngua, faria isso com todo direito que lhe cabe. Como disse John Piper, “Ele ainda seria justo se nos ignorasse” (p.95). Mas como disse Paulo em (Ef.2:4-5):
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo”.
D.   É por causa da misericórdia divina que o homem pode nascer de novo. Não há no homem nada que possa superar a misericórdia divina. Na frase “Não por obras de justiça...” “são excluídas não somente as suas piores obras e suas piores motivações, mas também as suas melhores obras e melhores motivações(Piper, p.95).
E.   Aplicação
1.     Queridos, quem nasceu de novo, deve isso à misericórdia de Deus; os que nascerão de novo, deverão isso a misericórdia de Deus. Não há novo nascimento sem a intervenção misericordiosa de Deus. Eu sei que isso é agressivo a nossa sociedade cheia de si, mas ainda assim continua sendo a Palavra de Deus.
2.     Pregue para as pessoas não o que elas precisam fazer, mas o que Deus pode fazer por elas, como fruto da sua misericórdia. Diga as pessoas próximas de você que ser cristã não depende delas, mas de usar Deus a sua misericórdia. Paulo disse aos romanos: “não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm.9:16). Não se engane, nem engane os outros com um evangelho barato. O evangelho das obras não tem lugar no plano de Deus para salvar o homem.

Conclusão
Havia uma frase de um dos candidatos à presidência da República na última eleição que dizia: “não vamos desistir do Brasil”. Se essa frase pode ser verdadeira na vida pública, o mesmo não pode ser dito em relação ao novo nascimento. a necessidade de desistirmos da nossa própria maneira de querermos obter o novo nascimento. Ele só pode ser operado por Deus mediante:
1.     A Sua Benignidade
2.     A Sua Inclinação Pelo Pecador
3.     A Sua Misericórdia

Pense nisso!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

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Como Acontece o Novo Nascimento?

Texto: 1Pe. 1:13-25
Introdução
É natural a gente reagir surpreso, ao ouvir pela primeira vez uma informação desconhecida. Nicodemos é um exemplo disso.  Quando Jesus disse que “se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo.3:3), o religioso retrucou: “como pode um homem nascer, sendo velho?” (Jo.3:4). Isso se dá pelo fato de o novo assustar o mortal, em razão de ele estar acostumado com o convencional, bem como ter que ferir o seu orgulho.
Essa compreensão é importante, porque acerca do assunto do novo nascimento, algumas desavenças têm surgido. De um lado, há quem defenda a ideia de que o homem é o grande responsável pela sua decisão; de outro lado, há quem sustente que somente o Deus soberano pode proporcionar fé suficiente para uma pessoa receber o que foi providenciado em Cristo Jesus. Quem está certo? Quem faz com que o novo nascimento aconteça?
Para saber a resposta, é necessário voltar ao histórico do homem pós-queda. Segundo a Bíblia, Deus considera o homem morto nos seus delitos e pecados (Ef.2:1-3) e impossibilitado de decidir por si mesmo. Além disso, esse estado é caracterizado pelo valor que ele dá ao pecado (Jo.3:19-20). Dessa forma, a incapacidade de o homem nascer de novo é tamanha, que pode ser comparada a um “beber que não decide quando acontecerá o seu nascimento... ou quando acontecerá a sua concepção” (John Piper, p.78).
Diante dessa controvérsia, demos uma olhada na passagem objeto da nossa abordagem, e tiremos algumas lições sobre o tema: como acontece o novo nascimento? Vejamos como isso possível!

I. Pelo Pagamento do Débito (v.18-19)
A.       Lembremos que Pedro começa a sua carta, enaltecendo a Deus, pela sua graça concedida aos salvos, com o objetivo de regenerá-los para uma viva esperança (v.3). E segue desafiando-os a se portarem de forma sóbria (v.13sss). Ao fazer isso, ele fundamenta o seu desafio aos cristãos, chamando a atenção deles para o preço da redenção dos salvos (v.18-19).
B.       O sangue do Cordeiro foi o preço pago pela vida espiritual de todo o que recebe Cristo como seu Salvador (v.19). O preço pago é contrastado com o que é corruptível (v.18), ficando em destaque a infinitude do que Cristo ofereceu para resgatar os seus (v.19). Pedro, também, faz questão de informar que foi um preço planejado (v.20); cujo objetivo é que o pecador adquira esperança em Deus (v.21).
C.       Esse preço é tão importante, que em todas as épocas, o homem foi salvo por esse único sacrifício. Até mesmo ao longo dos sacrifícios e ofertas feitos no AT, tudo apontava para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo.1:29). Pois como disse o autor da carta aos hebreus: “é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb.10:4). Mas quanto ao sacrifício que o Senhor ofereceu, afirma o mesmo autor: “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus” (Hb.10:12).
D.       Por isso que, o crente em Jesus é imperecível, pois Deus o chama: “para uma herança incorruptível” (v.4). O chamado na graça é um chamado novo, e também um chamado para a vida eterna. Diz Pedro que Deus “nos regenerou para uma viva esperança” (v.3).
E.       Aplicação
1.     Não fosse Cristo ter descido da sua glória e ter se colocado em nosso lugar, estaríamos perdidos como qualquer outro homem. Somos o que somos pelo preço pago por Ele. Deus pagou o preço do nosso regaste, ao enviar Cristo para suportar a sua própria ira. Foi isso que Paulo quis dizer ao afirmar: “com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado (Rm.8:3). Também escrevendo aos gálatas, Paulo afirma que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl.3:13).
2.     Diante disso, o nosso papel é a cada dia vivermos uma vida de gratidão pelo que Deus tem feito em nós, por meio de Cristo, através do nosso testemunho. Que a nossa fala, o nosso olhar, os lugares por onde andamos, as decisões que tomamos, as coisas que valorizamos possam nos denunciar como pessoas, cuja vida foi alcançada por esse preço (cf.Hb.10:19-23).
Aqui está a primeira forma de como “acontece o novo nascimento”. Pelo Pagamento do Débito.

II. Pela Ressurreição de Cristo (v.3-4)
A.   Para o preço ser pago, foi necessário que Cristo viesse à vida dentre os mortos. Aqui é importante a gente observar que, ao longo da história bíblica, muitas pessoas foram ressuscitadas, mas as mesmas morreram novamente. Porém, a ressurreição de Cristo foi única e singular, por ser Ele as primícias dos que dormem. Paulo ao falar do assunto afirmou: “mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos. Sendo ele as primícias dos que dormem” (1Co.15:20). 
B.   A salvação do pecador acontece em união com Cristo. Paulo ao falar desse assunto, disse que, “fomos, pois, sepultado com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos em novidade de vida” (Rm.6:4). Tão séria essa questão, que o mesmo apóstolo disse que “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1Co.15:17). Mas como já vimos, Paulo sustentou, dizendo: “mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos. Sendo ele as primícias dos que dormem” (1Co.15:20).
C.   Aplicação

1.     Queridos, como afirmado em (Rm.6:23) que “o salário do pecado é a morte”, havia a necessidade de que algo fosse feito pelo pecador. Por isso que Cristo veio, sofreu, morreu e ressuscitou. Ele tragou a morte pela vitória. Sua ressurreição foi um golpe na morte.
2.     É a ressurreição de Cristo que nos garante uma morada eterna. É por sua ressurreição que desfrutaremos por toda a eternidade da presença divina, louvando-o dia e noite, dizendo: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e a força, e honra, e glória, e louvor” (Ap.5:12).
3.     É por causa da ressurreição de Cristo que Deus “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap.21:4). É também pela ressurreição de Cristo que Deus julgará todo o aquele que não deu crédito a sua vontade (Ap.21:8).
Aqui está a segunda forma de como “acontece o novo nascimento”. Pela Ressurreição de Cristo.

III. Pelo Chamado Eficaz (v.14-15)
A.   Se existe uma verdade nesse universo, é o fato de que Deus não trabalha em vão. Tudo que Ele fez para salvar o pecador, que inclui o pagamento do débito e ressurreição de Cristo, tem um propósito. E esse propósito é que o crente viva em obediência ao seu Senhor, e, inclusive, imitando-o em sua santidade (v.14-15).
B.   Para compreender esse chamado, é importante entender que há uma diferença entre “ouvir” e “ouvir em obediência”. Em relação ao primeiro, a “pessoa pode até ter contato com o evangelho, aparentemente obedecê-lo, mas a pessoa continua morta”. no segundo, a “pessoa ouve a voz soberana de Deus, e isso não penetra somente aos ouvidos, mas alcança o coração, proporcionando vida”. E é a essas pessoas que o desafio de Pedro é dirigido. O apóstolo chama essas pessoas de “filhos da obediência” (v.14). Esse é o tipo de chamado que “abre os ouvidos do coração surdo e faz Cristo ser visto como a pessoa extremamente valiosa que ele é” (Piper, p.85).
C. A força desse chamado está relacionada ao instrumento pelo qual o crente é alcançado- a Palavra da verdade (v.22-23). Essa Palavra, segundo, Pedro, é “viva e permanente” (v.23b). Daí, ele chamar a atenção dos seus leitores, dizendo: “ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada” (v.25b).
D.   Aplicação
1.     Portanto, meus queridos, não se deixem enganar com a ideia de que ser cristão é apenas freqüentar uma determinada igreja. O novo nascimento à luz da Bíblia é o de uma nova criatura (2Co.5:17). É um chamado a viver diferente do antigo sistema, quando a pessoa vivia sem Cristo.
2.     Significa dizer que, sua conversa, seu comportamento, suas companhias, suas atitudes, sua vida, etc., precisam ser alterados. Importante, entender aqui, que não se trata de alguém fazer essas coisas para ser salvo, mas que aqueles que entregaram sua vida a Cristo, têm por dever manifestar esse novo comportamento. “Sede sóbrios e esperai inteiramente na graça” (v.13) é a palavra de ordem.
Conclusão
Aqui estão três princípios, dentre outros, que integram o processo de como se dá o novo nascimento. Tudo começa com a disposição de Cristo em pagar uma dívida altíssima que tínhamos para com Deus, ou seja, Ele fez:
1. O Pagamento do Débito;
Para concretizar esse pagamento, Deus tirou o Senhor dentre os mortos, por meio:
2. Da Ressurreição de Cristo;
E providenciado tudo que fosse necessário para a nossa salvação, Ele nos atraiu para Si, por meio:
3. Do Chamado Eficaz

Que o Senhor mantenha essas verdades em vossos corações!